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Quinta-feira, Abril 17, 2008
Utilidade Pública
1. AVALIAÇÃO DO USO DA TINTURA DE PRÓPOLIS NA QUIMIOPROFILAXIA
E NO TRATAMENTO CLÍNICO DA MALÁRIA
GILVAN BARBOSA GAMA Florianópolis - SC
Contato: fone: 0xx48 237-7148 ou (048) 962 3278
E-mail: mirandagama@uol.com.br
Início: 04/05/90 Situação atual: Concluído
2. Objetivos:
I. O objetivo da pesquisa foi demonstrar na região norte do Brasil, em populações definidas de áreas endêmicas, a sensibilidade dos diversos tipos de malária ao poder antiparasitário da própolis; observando a sua ação repelente ao anofelino, quando ingerida e eliminada pela sudorese. II. Constatar e avaliar a sua eficácia clínica e tempo de supressão quando ministrada como dose primária em crise malárica.
Metodologia: A localidade endêmica pesquisada foi o garimpo Cuiú - Cuiú no Estado do Pará, onde na pesquisa de campo foi utilizada a técnica de avaliação rápida. Na primeira fase da pesquisa foram ministradas, em gotas, dosagens de tintura de própolis, em concentrações que variavam de 30% a 40%, a um grupo de trinta indivíduos não portadores do plasmodium durante trinta dias. Durante este período o grupo mostrou-se imune a picada de insetos e não houve nenhum caso de malária. Na segunda fase da pesquisa, após comprovado o efeito repelente, foram ministradas dosagens de própolis, em gotas, por via oral, a uma concentração de 70% em bruto, a trinta indivíduos portadores do plasmodium, em ataque primário de malária. Todos tiveram a febre e os demais sintomas da doença eliminados prontamente, persistindo em alguns casos apenas uma leve cefaléia.
Resultados : Na avaliação de resposta quimioprofilática, a tintura de própolis a uma concentração variante de 30% a 40%, ingerida em 250 ml de água, mostrou-se um excelente repelente quando expelida pela sudorese, mantendo não só o anofelino, como também outros mosquitos afastados dos indivíduos, tornando-os protegidos das picadas, e por via de conseqüência, protegidos também das parasitemias que esses mosquitos pudessem transmitir. Na avaliação de resposta como tratamento clínico da malária, aqueles indivíduos que fizeram o uso da tintura de própolis a 70 % em bruto, como dose de ataque, tiveram a supressão dos sintomas.
3. Conclusão e Repercussão esperada: As tinturas ministradas com diferentes graus de concentração mostraram-se eficazes na quimioprofilaxia e no tratamento clínico da malária. Acredita-se que numa prova terapêutica as flavínias encontradas na composição da própolis mostrem-se responsáveis por estes resultados. Diante desta e de tantas outras evidências sobre apiterápicos, aguarda-se por parte dos Órgãos da Saúde uma especial atenção e crédito. Espera-se também uma maior divulgação junto ao público possibilitando um total conhecimento dos produtos apiterápicos, pois o seu campo de aplicação na saúde é vastíssimo, e por ter um custo bem menor que os medicamentos tradicionais, poderá melhorar a qualidade de vida das populações de baixo poder aquisitivo.
4. Dados parciais publicados em: República Federativa do Brasil. Diário do Congresso Nacional. Câmara dos Deputados - Brasília - DF, setembro 1993, pg. 18229. Dep. Dr. Fernando Diniz. Revista Brasileira de Apicultura, São Paulo 1992, pg.14. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 26(3):193, jul-set, 1993.
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